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o outro cantinho da Maria

este cantinho é um complemento ao cantinho da casa onde publicarei as minhas leituras, os desafios e as minhas fotografias.

o outro cantinho da Maria

11
Mar24

hoje, já chorei muito

Maria Araújo

Comecei logo de manhã, no carro, enquanto esperava o miúdo que estava na terapia.

Não foi por desespero, porque  me doía alguma parte do corpo.

Chorei porque o meu coração estava triste.

Chorei pelas histórias que leio em "Olhem para o Mundo com o Coração".

Chorei porque fui ao cemitério.

A primeira campa que vou é a dos meus avós paternos e onde está sepultado o meu irmão mais velho.

Vi uma gerbera amarela e um pequeno cravo cor-de-rosa.

Imediatamente pensei num dos meus dois irmãos, que raramente lá vão.

Depois fui à campa dos meus pais e da minha irmã mais velha.

Duas flores iguais, junto à fotografia dos meus pais.

Dei como certo o meu pensamento.

De seguida, fui à do meu cunhado.

Também tinha duas flores da mesmas cores.

Por fim, desci as escadas para ir às gavetas dos cremados.

Estão lá as cinzas do nosso tão querido, e excelente pessoa, amigo que faleceu há seis meses.

Aqui, estavam duas gerberas, amarela e branca.

Mas tinha um pormenor que me fez chorar.

O nosso amigo tinha uma grande colecção de carrinhos.

Disse que queria que alguns deles ficassem junto às suas cinzas.

E estarão, com certeza.

Mas este estava à vista,  encaixado entre as flores que deixou e um pequeno  ramo branco que alguém teria posto.

Eu sabia que o nosso amigo faria 70 anos na semana passada. Não tinha a certeza qual seria o dia.

Que linda homenagem!

Em casa, mandei mensagem a agradecer as flores que pôs nas campas dos nossos familiares.

Confirmou.

Fartei-me  de chorar.

Gente boa vai embora muito depressa.

 

As passagens do livro de Gustavo Carona

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29
Nov22

o respeito pelas mulheres

Maria Araújo

A respeito do que aconteceu no jogo entre a Selecção de Portugal e do Uruguai,  louvo a coragem do homem italiano ( vi no Instagram) que atravessou o campo, que trazia na t-shirt  a figura do super-homem e escrito " Salvem a Ucrânia", e nas costas "Respeito pelas Mulheres Iranianas".

Não foi por acaso que ele fez isto, pois o árbitro é iraniano.

Gostei que tivesse acontecido neste jogo, porque o estádio estava cheio e as emoções ao rubro.

O que vão fazer ao homem, não sabemos, mas, mais uma vez, o parabenizo pela ousadia e coragem que teve.

Isto também para dizer que, o livro do mês do Grupo de Leitura que recebi, foi "Naziram, Uma Mulher sem Rosto".

Um relato de uma jovem paquistanesa que casou na adolescência, não tinha dote, foi maltratada pela família do marido. Este morreu e a família dele obrigou-a a casar com o irmão mais velho.

Era escrava das cunhadas e da sogra.

A mulher deste tinha ciúmes dela, perseguia-a, até que, um dia, Naziran, desconfiada que estava de que acunhada  queria fazer-lhe mal, e já muitos males sofrera, num momento de descanso sentiu algo escorrer-lhe no rosto: um ácido que a pôs cega e muda.O ácido que a impediu de ver as duas filhas, e que estas se aproximassem dela pelo rosto desfigurado e feio.

Teria morrido se não fosse levada para o hospital, em Islamabd, e um elemento da ASF ( Acid Survivors Foundation ) tivesse conhecimento dela e a  levasse para a Instituição.

As mulheres são ameaçadas de morte pela família se denunciarem os maltratos. Depois de outras histórias de mulheres que ouviu na ASF, tomou a decisão de denunciar...

Não são só as mulheres iranianas que carecem de Direitos, são todas as mulheres, e crianças, que vivem uma vida de sacríficio,sem nada nem ninguém que os defendam das mãos dos seus homens que tudo fazem em nome do clã,de uma cultura e religiãodo, dominada pelos homens.

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imagem do Instagram de Gustavo Carona

 

08
Ago22

New York

Maria Araújo

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Acho que na maioria dos países da Europa Sul, e no nosso caso ainda mais, fazem a pergunta " Nós estamos em todo o lado, não estamos?"

Depois, achei interessante a analogia entre as ruas e o centro de Nova Iorque com a palma da mão.

Tom Hanks e a sua paixão por máquinas de escrever.

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Mais um livro lido e a caminho de um novo leitor.

 

18
Jul22

o livro do mês de Julho

Maria Araújo

 

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Um affaire agitado e divertido entre dois grandes amigos. Um ator medíocre que se torna uma estrela e se vê em meio à frenética viagem de divulgação de um filme. O colunista de uma cidadezinha com um ponto de vista antiquado sobre o mundo. Uma mulher se adaptando à vida na nova vizinhança após o divórcio. Quatro amigos e sua viagem de ida e volta à Lua num foguete construído num fundo de quintal.

E o outro lado de Nova Iorque.

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Um livro deste desafio, que está a captar-me, e que não esperava de Tom Hanks como escritor.

 

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V desafio de leitura 2022-2023

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