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o outro cantinho da Maria

este cantinho é um complemento ao cantinho da casa onde publicarei as minhas leituras, os desafios e as minhas fotografias.

o outro cantinho da Maria

22
Mar21

era uma vez m# os desafios da abelha

Maria Araújo

 

era uma vez uma mulher que quando acordou do coma só miava

os médicos estavam preocupados, nunca tal lhes acontecera. tinham o dever de chamar a família, deviam prepará-la para este seu novo estado, a sociedade é ingrata, poderiam sofrer com isso.
quando os dois filhos chegaram ao hospital, um dos médicos comunicou-lhes que a mãe tinha acordado do coma, estava a recuperar muito lentamente, iria levar tempo a ser um pessoa "normal". mas com paciência e o carinho que eles lhe dariam, ela ficaria bem. mas tinha um senão para lhes contar: ela não falava, ela miava.
e foi então que os filhos responderam: " não se preocupem, doutores. contavamos que isto viesse a acontecer. é que toda a nossa vida ouvíamos o nosso pai dizer "xiu! cala-te gata rabugenta, mias, mias, mias e não dizes nada".

 

 

19
Mar21

leituras

Maria Araújo

Acabei de ler o livro do desafio de leitura, " Nem Tudo Começa por Um Beijo", uma estória que fala do mundo das  crianças que vivem na cave/ esgotos, e não têm para onde ir.

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São crianças que ficaram sem os pais, que sobem à rua para procurar os restos de comida que os habitantes da cidade deixam no lixo.
A cidade é comparada ao sótão ( ruas, igrejas, pessoas que vivem no mesmo prédio mas não se conhecem, a solidão das cidades) e  os esgostos à cave.

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Um dos jovens da cave, Fio Maravilha, apaixona-se por uma menina de cabelos loiros, Nuvem Maria,  que vive no sótão.

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Um amor que ele diz ser impossível, até que combinam um encontro para fugirem dali, mas um pequeno acidente que ele teve impediu-o da fuga.

Ficam sem se ver, até que, após um terramoto que destruiu tudo, e sem conseguir voltar à cave, ele vai ao sótão e encontra-a .

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Vão viver para longe, partem de barco e felizes para sempre.

O livro tem umas imagens lindíssimas que acompanham partes da estória.

 

 

 

 

 

 

15
Mar21

desafio by Ana Mestre - desenhos animados

Maria Araújo

neste novo blog, que será para os desafios desta comunidade do Sapo, a  Ana Mestre lembrou-se de lançar o dos desenhos animados.

Eu sou mais cota, vi os da minha  infância, adolescência, e mais  tarde com os sobrinhos que andavam cá por casa.

Então, os meus favoritos eram  Os Flinstones ( adorava a parte em que a Wilma fechava a porta a Fred e este  batia com força e dizia " Wilma, abre-me a porta Wilma")

 

o Tom and Jerry.

o gato Silvestre 

o Speedy Gonzalez

Vieram outros que ia vendo, como a Pantera Cor de rosa, a Heidi ( que vejo às vezes com o meus sobrinho neto), 

Desafio By Ana Mestre 

 

 

14
Mar21

conto de natal

Maria Araújo

 

O sonho

 

Quando era criança, não havia pai Natal.
Em minha casa era feito um presépio com todas as figuras alegóricas de uma aldeia pequena. Algumas ainda guardo numa caixa, outras partiram-se com o decorrer dos anos, mas Nossa Senhora, São José, o Menino Jesus, a vaca e o burro, nunca deixaram de fazer parte das minhas humildes decorações de Natal. "
Minha mãe comprava musgo, fazíamos uma cabana para a Sagrada Família com uma caixa de sapatos, que era revestida com esse musgo, e depois coberta pela famosa neve, farinha Branca de Neve. Um rio feito de papel celofane azul , o moinho com velas, uma ponte em barro com alguns carneirinhos que se posicionavam para o lado da cabana, sempre com o olhar atento do pastor; as lavadeiras que lavavam a roupa; a banda de música que tocava em honra do Menino, e para finalizar a cena, os três Reis Magos, Baltazar, Gaspar e Melchior.

A estrela feita de papel dourado era colocada por cima da cabana para orientar o caminho dos ReisMagos. Este presépio ficava completo com um pinheirinho de Natal que o meu pai cortava no monte, e decorado com bolas vermelhas, estrelas, sinos e neve... de farinha Branca de Neve.
Quando era criança não havia pai Natal e, nessa altura, as prendas que desejávamos ter eram pedidas ao Menino Jesus.
Se ele nasceu pobre e numa humilde cabana, porque seria ele a dar-nos as prendas?! perguntava-me já mais crescidinha.Mas também não me recordo de perguntar aos meus pais.
Cerca de quinze dias antes do Natal, a minha mãe dizia que devíamos escrever uma carta ou um bilhete ao Menino Jesus e pedir o que gostaríamos de receber. Depois íamos metê-la no marco do correio vermelho, para que chegasse a tempo de Ele preparar as prendas.
Não me recordo de alguma vez ter pedido bonecas. Nunca as tive.
Escrevíamos o bilhete ou carta e no destinatário , "Menino Jesus, céu". Metia-o direitinho na abertura com tampa para que caísse bem para o fundo não fosse estar repleto de cartas e as nossas já não caberem.

Passo frequentemente na praça onde ainda existe esse marco, vede aqui, e onde passava tardes infinitas a brincar.
Um dia encontrei uma moeda de 5$00 ( 0,25 €) . Não fazia a menor ideia o que fazer à moeda. Mas como era muito gulosa por rebuçados, pirolitos e chocolates, fui a uma mercearia perto da praça e comprei todo o valor em rebuçados.
Quando a senhora me entregou um cartucho cheio de rebuçados fiquei sem saber onde meter, pois no estômago não caberiam todos. E a minha mãe iria ralhar-me por ter gasto esse dinheiro em gulodices.
A noite de ceia era sempre bem passada, mas nunca recebíamos as prendas à meia-noite.
Os sapatos eram deixados em cima do fogão para que nessa noite o Menino Jesus descesse pela chaminé e colocasse as prendas.
Deitavamo-nos sempre ansiosos que a manhã seguinte chegasse rápido para podermos ir à cozinha ver o que o Menino tinha deixado.
Numa noite de ceia de Natal, dormia com a minha irmã mais velha, sonhei com o Menino Jesus.

Vestido de branco, aproximou-se da nossa cama e falou comigo. O que me disse não me lembro. Só me lembro de ver um vulto vestido de branco.
Lembro-me de acordar a chorar e dizer à minha irmã que tinha visto o Menino Jesus e que ele falara comigo. Mas não estava lá.
A  minha irmã dizia-me que eu tivera um sonho, que era impossível vê-lo porque Ele tinha de deixar prendas em todas as casas do mundo e não havia tempo para falar com as crianças.
Sim, sonhara, mas nunca me esqueci da sombra branca que vira.
Acordávamos muito cedo e íamos, os quatro filhos, excitados para a cozinha ver as prendas do Menino Jesus.
Meias, camisolas, luvas. Mas brinquedos, nada!

Tenho uma vaga ideia de termos uma tábua de passar, um fogão, louça de plástico, um ferro, mas se foram prendas de Natal, não me recordo.
Mas eram sempre bem-vindas aquelas peças quentinhas e fofas.
O tempo foi passando, os meus pais tiveram netos e a tradição passou do Menino Jesus para o pai Natal.

Nós fomo-nos adaptando à mudança, deixando para trás o Menino que era, e é, lembrado no presépio que, entretanto, novas figuras foram substituídas mas nunca mais foram como os que os meus pais fizeram.
Porque estamos a viver esta época natalícia de uma forma diferente à de tantos anos vividos, uns mais tristes porque a família ficara mais pequena, são, agora, mais alegres porque vieram os sobrinhos netos, a família aumentou, e porque me lembro sempre deste sonho de criança, aqui vos deixo o meu pequeno conto de Natal.


Feliz Natal

 

 

 

14
Mar21

grupo de leitura - IV desafio de leitura

Maria Araújo

livro do mês de Março

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Sinopse

História construída a partir de uma reportagem feita por um dos autores (Jorge Araújo) em Luanda sobre as crianças que vivem nos esgotos, publicada no semanário O Independente. O livro apresenta-nos o mundo como sendo uma casa, que tem Cave e Sótão. A Cave são os buracos do esgoto que servem de tecto a Fio Maravilha e a todos os outros meninos que não têm para onde ir. Na mesma linha alegórica, o Sótão é a cidade (que fica por cima do chão e por debaixo do céu). Tem basílicas grandiosas, mesquitas com crescentes dourados, pontes que ligam margens e vidas. E prédios com vista sobre a solidão, onde as pessoas se cruzam nos elevadores, dizem bom dia, boa tarde mas não se conhecem. É num deles que vive Nuvem Maria, a menina dos cabelos de ouro. Fio Maravilha descobriu a paixão em Nuvem Maria. Mas era um amor impossível. Na Cave, Nuvem Maria não era desejada; no Sótão, Fio Maravilha não tinha futuro. Até que um dia um brutal terramoto destrói tudo e todos mata. Excepto Fio Maravilha. Impossibilitado de regressar à Cave, vagueia pelo Sótão e descobre, no meio dos escombros, Nuvem Maria. Partem de barco. Felizes para sempre. A narrativa é acompanhada por duas dezenas de ilustrações que, através de imagens, contam a história em paralelo.

 

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